Nódulo na tireoide: perguntas essenciais

Artigos, Informação, Notícias

Nódulo na tireoide: perguntas essenciais

Importante:

Este conteúdo integra a página de Medicina de Precisão, que explora o papel dos testes moleculares na evolução do diagnóstico ao prognóstico. Uma série de três artigos sobre como a biologia molecular ajuda a tomada de decisão clínica. Conteúdo com apoio científico da Onkos.  Leia a página principal [aqui].

Nódulo na tireoide: Perguntas essenciais para fazer ao seu médico antes de marcar a cirurgia

Descobrir um nódulo na tireoide costuma gerar preocupação imediata, e uma dúvida: “Será que meu nódulo é maligno?” 

A maioria dos nódulos tireoidianos é benigna. No entanto, o caminho entre a descoberta, o ultrassom, a punção aspirativa por agulha fina (PAAF), o teste molecular, e a definição do tratamento pode gerar ansiedade, especialmente quando a palavra “cirurgia” entra na conversa.

Antes de ir para a mesa de operação, é fundamental entender o diagnóstico e participar ativamente das decisões relacionadas à sua saúde junto ao seu médico. A medicina evoluiu muito, e a ciência tem o poder de analisar cada indivíduo e suas particularidades antes de avançar para uma cirurgia diagnóstica com a retirada da tireoide, por exemplo.

4 perguntas que podem ser feitas antes de uma cirurgia:

  1. “Qual é a classificação Bethesda do meu nódulo?”
    A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) gera um laudo citológico baseado no Sistema Bethesda, que classifica os nódulos de I a VI. Saber o seu nível de risco de malignidade é o primeiro passo para avançar em seu tratamento.

2. “O meu resultado deu ‘Indeterminado’ (Bethesda III ou IV)?”
Em uma parcela relevante dos casos (cerca de 30%), o resultado da PAAF vem como indeterminado Bethesda III e IV. Isso significa que, apenas com a citologia, não é possível definir com segurança se o nódulo é benigno ou maligno. Historicamente, muitos desses casos seguiam para cirurgia diagnóstica, mas os testes moleculares passaram a ajudar na estratificação de risco e na tomada de decisão.

3. “Existe algum exame que pode refinar esse diagnóstico antes de operar?”
Essa é uma das perguntas mais importantes. Como citamos acima, existem testes moleculares para nódulos de tireoide indeterminados que analisam alterações genéticas das células coletadas na PAAF.

Essas tecnologias permitem entender melhor o comportamento biológico do nódulo, ajudando o médico a estimar com mais precisão o risco de malignidade, decidir entre acompanhar o caso ou operar, ou ainda planejar melhor a abordagem cirúrgica se ela for necessária. Ou seja, a pergunta deixa de ser apenas “operar ou não operar”, e passa a ser “qual é a melhor conduta para este caso específico?”

E a ciência brasileira evoluiu e é referência em testes moleculares para aumentar a precisão diagnóstica em nódulos indeterminados. Das 4 empresas que realizam esse exame no mundo (Onkos, Thyroseq, Afirma e Thygenext), a Onkos, criadora do mir-THYpe, é a única aqui do Brasil.

4. “Se eu operar, precisarei tomar hormônios para o resto da vida?”

Após a retirada total da tireoide, a reposição hormonal contínua passa a ser necessária. Mesmo em cirurgias parciais, pode haver necessidade de acompanhamento e, em alguns casos, uso de medicação. Entender os impactos reais de uma cirurgia no seu dia a dia ajuda a pesar os riscos e benefícios junto com o seu médico, reforçando a importância de esgotar todas as alternativas diagnósticas, como os testes moleculares, antes de ir para o centro cirúrgico.

Lembre-se: A informação é a sua maior aliada. Não tenha medo de fazer perguntas, tirar dúvidas e buscar recursos avançados para garantir o melhor para a sua saúde e qualidade de vida.

Colaboração

Este conteúdo foi desenvolvido em colaboração com a equipe da Onkos, deeptech brasileira responsável pelo desenvolvimento do mir-THYpe, um teste molecular voltado à avaliação de nódulos indeterminados de tireoide que atua como ferramenta de suporte à decisão clínica, contribuindo para a estratificação de risco e para uma condução mais personalizada de cada caso. Saiba mais em: www.onkos.com.br/mir-thype/

Sobre a ACBG Brasil

Somos uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) dedicada ao aprimoramento de políticas públicas que assegurem o tratamento e a reabilitação integral de pacientes e sobreviventes de câncer. Disseminamos informações técnicas e estruturadas sobre a doença e os direitos fundamentais, facilitando o acesso em todas as esferas governamentais. Fundada em 2015, nossa missão é dar voz e visibilidade aos pacientes. Com o olhar voltado para o futuro, trabalhamos para reduzir a mortalidade e elevar a qualidade de vida de pessoas com câncer de cabeça e pescoço em todo o território nacional.

Melissa Medeiros, sobrevivente de câncer de laringe
Fundadora e Presidente Voluntária da ACBG Brasil
Conselheira no Conselho Nacional de Saúde – CNS e
Conselho Consultivo do INCA – CONSINCA e PNPCC

Compartilhe este post