Medicina de Precisão: o papel dos testes moleculares do diagnóstico ao prognóstico
Durante décadas, entender qual a melhor decisão clínica para o paciente por meio de exames de imagem e análise morfológica dos tecidos possibilitou avanços importantes na medicina. Porém, as limitações quanto aos cenários de incerteza diagnóstica sempre foram um desafio.

Os testes moleculares surgem como solução, como ferramenta capaz de analisar alterações genéticas e mecanismos de regulação celular, trazendo à prática clínica uma camada mais profunda de informação. Ao investigar o funcionamento das células em nível molecular, esses exames permitem ir além da observação tradicional, oferecendo uma visão mais precisa sobre o comportamento das doenças e considerando características individuais de cada paciente.
Inicialmente aplicados como apoio diagnóstico em casos indeterminados, os testes moleculares evoluíram e hoje também contribuem para a avaliação prognóstica permitindo avaliar risco de malignidade, potencial de agressividade tumoral, probabilidade de progressão da doença, e necessidade e extensão de intervenções.
Com diferentes abordagens tecnológicas que incluem análise de DNA, expressão gênica e regulação por microRNAs, os testes moleculares já fazem parte de diretrizes internacionais (como ATA e ETA). No campo da tireoide, por exemplo, soluções nacionais baseadas em biologia molecular, como o teste molecular mir-THYpe, da deeptech Onkos, vêm contribuindo para ampliar a precisão diagnóstica e prognóstica, e evitar cirurgias desnecessárias.
Mais do que uma evolução tecnológica, a medicina de precisão representa uma mudança de paradigma, porque vai além do diagnóstico e entra na esfera da compreensão para uma melhor decisão.




