Entendendo a diretriz de atenção à saúde das pessoas com estomia respiratória em Santa Catarina
A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES/SC) estabeleceu diretrizes para organizar a atenção e a reabilitação de pessoas com estomia respiratória (traqueostomia e laringectomia) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Abaixo estão os pontos centrais do documento explicitados de forma simples e direta:
1. O que é uma estomia respiratória e qual o objetivo da diretriz?
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O que é: Trata-se de um procedimento cirúrgico que cria uma abertura na traqueia/pescoço para permitir a respiração. É comum em casos de tumores de cabeça e pescoço (como o câncer de laringe) ou para suporte ventilatório.
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Objetivo: Garantir a reabilitação pulmonar e a reabilitação da fala (fonatória), prevenir complicações, fornecer insumos necessários e melhorar a qualidade e a autonomia de vida dos pacientes.
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Público-alvo: Adultos (a partir de 14 anos, 11 meses e 29 dias) residentes em Santa Catarina com traqueostomia e/ou laringectomia cadastrados no serviço estadual.
2. Insumos fornecidos pelo Estado
A diretriz padroniza o fornecimento gratuito de diversos materiais essenciais para o dia a dia:
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Reabilitação fonatória: Próteses fonatórias, dispositivos de limpeza, plugues e laringe eletrônica (equipamento que auxilia na recuperação da fala emitindo som articulado).
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Reabilitação pulmonar: Cânulas de traqueostomia (padrão, com fenestras e tipo button), protetores de estoma para o banho, adesivos de fixação e filtros HME (permutadores de calor e umidade que filtram o ar e protegem os pulmões).
3. Como solicitar e entrar no serviço (passo a passo)
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Avaliação médica: O paciente deve ter a indicação médica e o preenchimento dos formulários padronizados (Anexos I, II ou X) assinados por profissional habilitado (médico, fonoaudiólogo, enfermeiro ou fisioterapeuta, dependendo do caso).
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Documentação: Separar o formulário original junto com as cópias do RG, CPF, comprovante de residência e Cartão Nacional de Saúde (CNS).
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Entrega no município: A documentação deve ser apresentada na Secretaria Municipal de Saúde de residência do usuário.
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Análise e envio: A Secretaria Municipal envia o processo para a Gerência Regional de Saúde (GERSA), que o encaminha para regulação e cadastro no serviço estadual.
4. Responsabilidades na rede de atenção
A linha de cuidado funciona de forma integrada entre diferentes instâncias:
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Secretaria Estadual de Saúde (SES): Adquire os materiais, analisa os cadastros e gerencia o sistema.
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Gerência Regional de Saúde (GERSA): Confere os processos e faz a distribuição dos insumos.
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Secretaria Municipal de Saúde (SMS): Recebe os pedidos, distribui os insumos de uso diário/pulmonares e garante o acompanhamento na atenção básica.
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Rede hospitalar de referência (UNACON/CACON): Orienta o paciente na alta, realiza a adaptação e colocação da prótese fonatória e acompanha a reabilitação da voz.
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Usuário/responsável: Deve manter os dados cadastrais atualizados, utilizar os materiais corretamente e informar sobre eventuais mudanças de endereço ou internação em planos privados.
5. Desligamento do serviço
A exclusão do serviço ocorre em situações específicas, tais como: alta médica por decanulação (quando o paciente retira a traqueostomia temporária), transferência de residência para outro estado, migração para plano de saúde privado, óbito ou por abandono (falta sem justificativa por 3 meses consecutivos).