Reabilitação Respiratória

Os maiores benefícios da reabilitação respiratória são: diminuição significativa da produção de muco, tosse, expectoração forçada, falta de ar, infecções pulmonares, fadiga e qualidade de vida aumentada.

O filtro substitui parte das funções do nariz aquecendo, umidificando e filtrando o ar inalado melhorando a saúde geral dos seus pulmões.

A pessoa laringectomizada total passa a respirar através do estoma, e não mais pelo nariz. O ar que entra pelo estoma não é mais umidificado e nem filtrado pelo nariz, o que leva a alterações fisiológicas como a diminuição do olfato, aumento da secreção pulmonar, etc.

O filtro faz uma proteção e umidificação do ar, para que a secreção pulmonar diminua com o passar do tempo.

O filtro pode ser acoplado no adesivo naqueles pacientes que não tem nenhuma estenose na traqueostomia ou na traqueia. Se apresentar estenose, terá que fazer uso de uma cânula.

Fontes consultadas para elaboração do texto:

Camila Barcelos – Fonoaudióloga Registro CRFa 16393, doutora em Ciências – Área de Oncologia, concluído em 2018, no A.C.Camargo Cancer Center.

BARBOSA, L. et al. (2004) Repercussões psicossociais em pacientes submetidos a laringectomia total por câncer de laringe: um estudo clínico-qualitativo. Rev. SBPH, 7 (1) p. 45-58. Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-08582004000100005&lng=pt&nrm=iso>

Köhle, J., Camargo Z. & Nemr, K. (2004) Análise perceptivo-auditiva da qualidade vocal de indivíduos submetidos a laringectomias parciais verticais pela auto-avaliação dos indivíduos e pela avaliação fonoaudiológica. Revista CEFAC, 6(1). pp. 67-76. Disponível em www.cefac.br/revista/revista61/ Artigo%2010.pdf

Flávio, P. & Zago, M. (1999) Reabilitação vocal do laringectomizado: características culturais do processo. Rev. Latino-Am. Enfermagem 7 (2). Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104-11691999000200009

NEMR, K. et al. (2007) Estudo funcional da voz e da deglutição na laringectomia supracricóide. Rev. Bras. Otorrinolaringol., 73 (2) 07. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0034-72992007000200002

Escrito por:

Andréa Maduro
Fonoaudióloga Educadora Clínica, graduada pela Universidade Católica de Petrópolis em 1995, especialização em Reabilitação Pós Laringectomia Total pelo IPO – Instituto Português de Oncologia na cidade do Porto e Global Postlaryngectomy Rehabilitation Academy (GPR Academy) em Antoni Van Leeuweenhoek, The Netherlands Cancer Institute (NKI).
Atuo desde 2010 na Fononcologia com pacientes Laringectomizados Totais, realiza Educação Continuada Teórica e Prática em todo o País nas áreas de Prótese Traqueosofogáfica, Reabilitação Pulmonar e Trismo.

Daniela Abreu
Fonoaudióloga e Gerente Especialista Clínico